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Como as bombas atômicas impediram a Terceira Guerra Mundial

História

Como as bombas atômicas impediram a Terceira Guerra Mundial

Você sabe por que não houve uma Terceira Guerra Mundial? Porque as bombas atômicas foram criadas. Entenda como a arma mais destrutiva já inventada pelo ser humano tornou-se uma ‘garantia de paz’.



No fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA era o único país que possuía bombas atômicas e a tecnologia para construí-las. Esta arma era a mais destrutiva já inventada pelo ser humano até então. Milhões de vezes mais poderosas do qualquer bomba convencional que os países tinham em seu arsenal, exceto os EUA.

Mas isso mudou em 1949, quando a União Soviética testou a sua primeira bomba atômica. Desde então, iniciou-se uma desenfreada corrida armamentista para a construção de artefatos nucleares. No auge da Guerra Fria, estima-se que os EUA e a URSS tivesse cerca de 60 mil ogivas nucleares, distribuídas para lançamento das mais diversas formas, desde aviões, mísseis de cruzeiro e poderosos mísseis intercontinentais, até pequenos artefatos para o campo de batalha.





Todo este enorme arsenal de ambos os lados fez surgir uma doutrina militar inusitada, conhecida como M.A.D. (do inglês mutual assured destruction – destruição mútua assegurada). Tal doutrina afirmava que o uso maciço de armas nucleares por um dos lados em uma guerra resultaria na destruição de ambos. Basicamente, se os EUA iniciasse um ataque nuclear contra a URSS, o arsenal nuclear soviético garantiria que os EUA também seriam destruídos e vice-versa.





Se considerarmos apenas a década de 80, onde os arsenais estavam bastante diversificados, era um impossível para qualquer um dos lados destruir todas as bases aéreas, os navios, os submarinos e os silos subterrâneos que guardavam as bombas atômicas para impedir uma retaliação.

Este era um dos motivos pelo qual uma guerra entre estes dois países era efetivamente impensável durante a Guerra Fria. Seria uma guerra sem vencedores. Era impossível que o país atacante saísse “impune” de um primeiro ataque.

Ter armas nucleares tornou-se um dissuasor de ataques, sendo o objetivo garantir que o outro lado jamais iniciasse o ataque.

Por este motivo, os enfrentamentos se deram por meio de terceiros, com as chamadas “guerras por procuração”, sendo a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e a Guerra do Afeganistão (1979-1989) exemplos destas.

Apesar do fim da Guerra Fria, tal doutrina ainda se mantém vigente. É impossível para os sistemas de defesa dos Estados Unidos impedirem um ataque nuclear maciço russo em seu território. Do mesmo modo, os russos não poderiam defender-se de um ataque americano.

Abaixo, há dois excelentes vídeos do canal “Hoje no Mundo Militar”, os quais recomendo fortemente que assista para entender um pouco mais do assunto.

 

 

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